terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sinapse do Amor


Quando estou sozinho
E morro de saudade
Lembro-me do teu carinho
E que te amo de verdade

Vou buscar-te na lembrança
E reviver nossa história
Então que encho de esperança
Em construir coisas contigo e guarda-las na memória

O teu toque, beijo, fala e sorriso
São elementos com o qual construí meu paraíso
Onde nem tudo é perfeito

Mas onde se supera qualquer defeito
E se vence qualquer dor
Por único motivo, ali reside o amor.

(GONÇALVES, Igor 05-07-15)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ciclo anatômico da poesia


Varro o ar com minha respiração
Encontro subjetividades, Inspiração!
Encho meus pulmões com oxigênio e sentimentalidades
E nessa hipermistura recombino meus medos e verdades
Internalizo tais substratos no meu sangue arterial
Que resgata tudo que já há no coração e segue o fluxo corporal
Invade minha plenitude e oxigena minha existência
Encharca minha mente rompendo qualquer resistência
Potencializa minhas abstrações e raciocínios
Misturando-se a zil lembranças, fugindo aos meus domínios
Pois que apascenta a alma e ferve o espirito 
Seguindo outra vez para ressentir o já prescrito
Combustível vital eterniza a essência das flores
Pluraliza tantas conotações dos diversos amores
Retroalimenta o coração forçando tal expressão
Que no relaxar dos pulmões sai em palavras, Expiração!.
(GONÇALVES, Igor - 22/11/2015)

domingo, 30 de agosto de 2015

Tubo do Tempo



Eu paro no tempo
Mas o tempo não para
E surfo o momento
Quantidade de movimento
Que não me deixa pra trás
O tubo se fecha
Eu sem nenhuma pressa
De tudo aquilo passa
Me firmo na prancha
De fibra de vida
Que até a ali construí 
Num molde de tudo aquilo que bebi
Nas ondas de tempo
Dessa liquidez da vida 
Que me leva pra uma única direção 
Onde alguém do mar da existência material
Um dia ousou se banhar.

-GONÇALVES, Igor (30/08/2015)

sábado, 22 de agosto de 2015

Inquietude ou um Copo de Café?



Inquietude ou um Copo de café?

Desligo a luz do meu quarto
Provoco uma noite sombria 
Mentais Espinhos na cama surgem
Que me fazem perecer de agonia

Os olhos acesos atrás de luz
A mente querendo iluminar
O espírito fervente emanando
A necessidade de se encontrar 

O corpo, então, tenta mimetizar a vida
Na busca das melhores escolhas
Tateando encontrar um lugar de conforto

Mas onde há lei que diga ser essa a melhor solução?
Se nem a inércia é somente estática 
Mover-se, também, torna-se  opção 

Os que da tranquilidade se perdem saem atrás de adrenalina 
Eu apenas levanto da cama
vou a cozinha, encher-me de cafeína.

(GONÇALVES, Igor- 10/08/15)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Rosa que nunca murchará


 Rosa que nunca murchará

Esse poema foi escrito sob o peso da saudade e das lágrimas da perda. Porém, é a gratidão de ter conhecido essa essência que me fez escrever esse poema.
Rosa que nunca murchará
Que fincou-se em terreno forte
Onde se eternizará 
Vencendo até o véu da morte
Plantada está em solo de emoções
Há um pedaço viva de ti em diversos corações.
Rosa que nunca murchará
Porque é rosa verdadeira
Pra uns mostrou-se flor
Pra outros mostrou-se espinheira
Mas nítido era sua real beleza
Quando perfumava o ambiente
Tirando do ar todo peso da tristeza
Com o olor do ser contente
Rosa que nunca murchará
Pois não teve medo de florescer
Ela já nasceu sendo rosa
Enquanto muitos botões jamais vão ser
Rosa que nunca murchará
Rosa sorriso, Rosa espontânea
Rosa amiga, Rosa eterna
Rosa mulher que virou estrela
Transsubstanciação cruel da natureza
Levou a Flor, mas deixou o perfume
Rosa que nunca murchará
Rosa do amor, sempre haverá quem te ame
Rosa sempre Rosa, para sempre ROSANE.
(GONÇALVES, Igor
 - 19/01/2015)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Gêiser de Interior


"Eu peço a tantos desculpas
Por esse gigante lastro de culpas
Que caduca na mente e no peito
E devo carregar até o poente leito
Pois fincado foi no nascente rebento
Mesmo por vezes faltar alento 
Parte do ser fez-se fato esse fardo
Tanto que já não se sente o amargo
Do nó preso no goto
ainda sendo um garoto
De vez em vez enverga pelo peso 
E jamais se sai ileso 
Da queda do peco fruto 
Que maturou-se  ainda bruto
Sem da tarde desfrutar do brilho
Locomotiva tentado seguir o trilho
Enchendo mais e mais as comitivas
Dos destroços das expectativas
Acumulando o que já é normal
Como uma regra natural
No horizonte o sol se oculta
E o coração transborda essa comum culpa."
(GONÇALVES, Igor  - 19/01/2015)