"Eu peço a tantos desculpas
Por esse gigante lastro de culpas
Que caduca na mente e no peito
E devo carregar até o poente leito
Pois fincado foi no nascente rebento
Mesmo por vezes faltar alento
Parte do ser fez-se fato esse fardo
Tanto que já não se sente o amargo
Do nó preso no goto
ainda sendo um garoto
De vez em vez enverga pelo peso
E jamais se sai ileso
Da queda do peco fruto
Que maturou-se ainda bruto
Sem da tarde desfrutar do brilho
Locomotiva tentado seguir o trilho
Enchendo mais e mais as comitivas
Dos destroços das expectativas
Acumulando o que já é normal
Como uma regra natural
No horizonte o sol se oculta
E o coração transborda essa comum culpa."
(GONÇALVES, Igor - 19/01/2015)
